quarta-feira, 2 de março de 2011

A Mulher e o Poder do Nascimento

O Poder do Nascinemo no primeiro nível:

“O nascimento é o primeiro poder feminino. A fêmea recebe a semente masculina dentro de si, esse é o primeiro medo, pois uma parte dele foi tragada para a escuridão interna dela. Essa semente está viva, o homem e a sua semente são uma coisa só, ela é a sua força vital. São milhões de espermatozóides, no entanto, apenas um sobreviverá. Para a mente subconsciente do homem, isso faz da mulher uma assassina múltipla, já que os espermatozóides mal-sucedidos morrem e somem. Eles desaparecem como se nunca tivessem existido, uma parte do homem morre com eles. Muitas correntes orientais advogam a retenção do sêmen, acreditando que a entrada na vagina encurta a duração de vida do homem, enquanto a retenção vai prolongá-la.”

O Poder do Nascimento no segundo nível:

“Mas o nascimento não é só um ato físico: idéias, pensamentos, criações da mente em geral, tudo vem a luz da mesma forma.”

“Os homens criativos em seu trabalho e em sua vida quase sempre têm uma mulher ao seu lado, não necessariamente uma esposa, mas uma irmã, mãe, amiga, que age como catalisadora.”

“Da mesma forma que ela recebe a semente masculina em seu interior, ela acolhe necessidades, idéias e desejos do homem em seus níveis psíquicos profundos e os devolve recarregados por centros mais elevados.”

O Poder do Nascimento no terceiro nível:

“A mulher com seu talento inato de tocar o lado interno da vida, aceita e combina sua vontade com a experiência espiritual. Para o homem é uma tentação de origem desconhecida. Porém, se homem simplesmente aceitar a experiência, ele entra nela de corpo e alma e sai completamente renascido. O poder feminino de provocar transformação espiritual no homem salvá-lo ou destroçá-lo[p1] .

 [p1]“Destruí Wilfred, e ele se reergueu como uma fênix, renascido das cinzas de sua vida mortal, e conheceu a Grande Isis. Eu o matei e lhe dei o nascimento. Isso não é mau, a menos que se considere mau o sofrimento, e eu não o reconheço assim, afinal, o sofrimento traz poder, e destruição significa liberdade.” (A sacerdotisa da Lua, Dion Fortune)

(In A Arvore do Extase, de Dolores Ashcroft-Nowick)

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

El Útero y El Corazón

Cuando la mujer se excita sexualmente, el útero empieza a latir, como un corazón, pero un poco más lentamente; como una ameba que se contrae y se expande.

(...)

La similitud entre el útero y el corazón también la establece Leboyer, pues ambos órganos están formados por tejido muscular y ambos laten; uno continuamente, el otro, con la excitación sexual; ambos tienen su ritmo, su pulso, y de él depende la eficacia de su fisiología; y ambos tienen un enemigo; el agarrotamiento y la crispación muscular, o sea, el calambre.
Cuando las mujeres recuperamos un poco la conciencia y la sensibilidad del útero, podemos percibir y sentir su latido. Con cada latido el útero se extiende y desciende, como un movimiento ameboide, hasta hacerse incluso visible desde el exterior en estado de excitación fuerte.

(...)

Este palpitar del útero son los movimientos rítmicos de su tejido muscular impulsado por la emoción erótica; lo que desde nuestra perspectiva patriarcal que ha eliminado el deseo de la función reproductora, hemos convertido en "contracciones" . La emoción erótica hace palpitar el útero suavemente, de modo placentero y mucho más eficazmente que la oxitocina química inyectada en vena.

(...)

Dejándonos llevar por la emoción erótica, las mujeres podemos, al igual que otras hembras mamíferas, "empujar" los músculos uterinos, en el momento de la diástole de su latido, ampliando su onda expansiva, moviéndonos a favor del cuerpo y del nacimiento en lugar de movernos contra él.

(...)

Cuando el latido del útero se convierte en los espasmos violentos de nuestros partos dolorosos, no solo los sufrimos nosotras, también la criatura los sufre. Por eso decía Reich que los úteros espásticos – explicitando que son la mayoría desde hace siglos – son los que producen nacimientos traumáticos.

En definitiva, el nacimiento es un acto sexual que se realizaría con la máxima gratificación del placer para las criaturas humanas, si la sexualidad de la mujer que pare no estuviese destruida.

(Excertos de "El Útero, ese desconocido" de "El asalto al hades" de Casilda Rodrigañez)

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Festival da Primeira Colheita


Conhecido como Lughnasadh, Véspera de Agosto e Lammas esse sabá é o Primeiro Festival da Colheita. Nesse Sabá (que marca o início da estação da colheita e é dedicado ao pão), agradecemos aos deuses pela colheita com várias oferendas às deidades para assegurar a continuação da fertilidade da terra e honram o aspecto da fertilidade da união sagrada da Deusa e do Deus.

O nome Lughnasadh veio duma festa agrícola típica dos Celtas, uma festa da colheita em honra ao deus céltico do Sol: Lugh (o maior guerreiro dentre os celtas, pois derrotou os gigantes que exigiam sacrifícios humanos). E Lammas era celebrado como o festival dos grãos e o dia para cultuar a morte do Rei Sagrado, que era representado pelo alimento (geralmente pão ou bolo ou qualquer outra massa) feito com grãos, que representam a colheita, e repartido (como alimento sagrado) entre os membros do coven ou da família ou mesmo entre amigos. Este nome vem do costume medieval de levar os primeiros pães (bolos, etc) para uma celebração.

Na colheita dos grãos de Lammas começamos a ver como a decadência do Sol fica mais evidente. Ele está se despedindo.. Se sacrificando pelos grãos que nasceram. O verão está nitidamente acabando; podemos sentir isso no alaranjado do céu, na sensação de “fim de férias” e a volta aos afazeres tradicionais.

Tudo o que é dito no mito da Roda do Ano é um reflexo do que acontece na Natureza, tanto em humanos quanto em animais ou plantas. É a famosa frase: Tanto em cima quanto embaixo. Ou seja: o que acontece no reino dos deuses acontece conosco.

É uma época de agradecimento aos Deuses por tudo o que colhemos. Agradece-se ao que foi bom e também ao que pareceu ruim, pois crê-se que tudo o que acontece na vida faz parte no caminho evolutivo de cada um.

Toque Brasileiro

Nesse sabá, podemos citar a Deusa indígena Mani. Segundo a lenda, a filha do chefe de uma tribo apareceu grávida, porém ela jurava não ter se deitado com homem algum. O pai, seguindo a tradição, mata-la-ia; entretanto, na noite anterior ao ato, um espírito dos Antigos Anciãos da sua tribo veio-lhe em sonho e disse-lhe que a criança possuiria uma grande magia e que não deveria ser morta.

Quando a criança nasceu, sua pele era tão branca que mais parecia a própria lua a brilhar. Já nasceu sabendo falar, no segundo dia de vida, aprendeu a andar. Após um ano, aconselhando a tribo com as sábias palavras de uma Deusa, Mani morreu. Segundo a tradição, foi enterrada na oca de sua mãe, que a regava todos os dias.

Dentro de algum tempo, uma planta nasceu naquele lugar, uma planta cujas raízes escuras eram tão grandes que chegaram a sair do chão. Entretanto, o interior da raiz era tão branco quanto a alva pele de Mani; assim a planta ficou conhecida como Mandioca, que quer dizer, a Oca (casa) de Mani.

Por isso, em honra a Deusa Mani, também é muito comum no Brasil a valorização da mandioca e de outras plantas típicas no ritual de Lughnasad: a Festa da Colheita.

FONTE: Circulo Sagrado: http://migre.me/3SP0J
Lughnasadh Wikipédia: http://migre.me/3SP2I

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Mulher luta pra conseguir aborto após ser estuprada

Estupro no lixão em Maricá

“Não vou carregar uma gravidez concebida sem minha vontade. Essa criança é fruto de uma violência sexual da qual fui vítima e carrego marcas que jamais serão apagadas. Só espero que não me julguem por isso, pois estou sofrendo muito”. 

As palavras e a história da diarista X, de 35 anos, impressionaram os policiais da 82ª DP (Maricá). Mãe de cinco filhos, ela reconheceu Walter Alfredo Pagano Blanco Junior, de 38 anos – preso pelos próprios agentes, na última segunda-feira, sob a acusação de estuprar uma menina de 11 anos – como o homem que a violentou no final de novembro do ano passado em um lixão, em Maricá.

Ainda muito abalada, a diarista ficou 42 minutos em frente à delegacia, na manhã de ontem, até tomar coragem para entrar e denunciá-lo, o que só foi feito após certificar-se de que ele permanecia preso. Nas mãos, um exame que indicava quase 11 semanas de gestação.
“Quando descobri que estava grávida, em janeiro, me questionei sobre o que faria da minha vida. Cometi loucuras para perder esse bebê”, contou emocionada.

Entretanto, são as lembranças do crime que mais chocam a diarista.
“Estava voltando do trabalho cheia de bolsas e ele me ofereceu uma carona, o que é comum aqui no bairro. Quando chegou em frente à minha casa, esse monstro acelerou o carro e seguiu para o lixão dizendo para eu calar a boca senão me mataria. Clamei em nome dos meus filhos e pedi para que ele não fizesse aquilo comigo. Ele ignorou, bateu com a minha cabeça em uma pedra e me estuprou”, narrou a vítima, acrescentando que Walter ainda a ameaçou de morte caso ela contasse o fato para alguém.

“Demorei a procurar ajuda por medo. Não quero essa criança, mas quero tirá-la por meios legais. Só vou ficar aliviada quando não tiver mais nenhum vestígio dele no meu corpo”, disse, aos prantos.

Aborto - Com base no reconhecimento da vítima e no exame de gravidez, o delegado da 82ª DP, Marcello Maia, vai solicitar à Justiça a autorização de um aborto legal para a diarista e o pedido de prisão preventiva de Walter por estupro.

Investigado como um dos principais fornecedores de cocaína para comunidades de Maricá, na Região dos Lagos, Walter foi preso por agentes da 82ª DP (Maricá), na tarde da última segunda-feira, sob acusação de estuprar uma menina de 11 anos e mantê-la em cárcere privado junto com a mãe, sob ameaças de morte.

FONTE: http://migre.me/3RnBf

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Menina de 14 anos morre em Bangladesh ao receber 80 chibatadas


Uma adolescente de 14 anos foi condenada por um tribunal religioso de Bangladesh a receber 80 chibatadas por "atos imorais" e morreu em consequência da punição. Hena Begum foi acusada de ter mantido relação sexual com um primo casado, que também foi condenado a receber cem chibatadas, mas conseguiu fugir. De acordo com a mídia bengali, ela havia sido raptada e estuprada pelo parente de 40 anos.

A sentença foi decretada  na cidade em que a menina vivia, Shariatpur, no sudoeste do país, a 56 quilômetros da capital, Daca.
A adolescente desmaiou enquanto recebia as chibatadas e chegou a ser levada para um hospital local, mas não resistiu aos ferimentos, morrendo seis dias após ter sido internada.
O caso teve grande repercussão no país e provocou protestos de moradores de Shariatpur.  O imã (clérigo muçulmano) Mofiz Uddin, responsável pela fatwah (sentença) contra Hena, e outras três pessoas foram presas. O caso está sendo investigado.
''Que tipo de justiça é essa? Minha filha foi espancada em nome da justiça. Se tivesse sido em um tribunal de verdade, minha filha jamais teria morrido'', afirmou Dorbesh Khan, o pai da adolescente.
Punições realizadas em nome da sharia (legislação sagrada islâmica) e decretos religiosos foram proibidos em Bangladesh desde o ano passado. A sentença contra Hena Begum foi a segunda morte provocada por uma sentença ligada à sharia desde que a prática foi proibida pela Corte Suprema de Bangladesh.
Cerca de 90% dos 160 milhões de habitantes de Bangladesh são muçulmanos, dos quais a maior parte segue uma versão moderada do Islã.

Veja a matéria completa: Menina de 14 anos morre em Bangladesh ao receber 80 chibatadas (Portal G1 - 04/02/2011)

FONTE: Agencia Patricia Galvão - Noticias e Conteudos sobre Direitos das Mulheres

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Mar de Homens

Tudo começou com uma linha apenas,
Dividindo claramente o que é e o que não é do homem:
Eis o horizonte, tênue ou intenso.
Essa linha faz que homens distantes de todos os mares sejam homens do mesmo mar.
Na sua direção, sonhos e esperanças partem todos e retornam diariamente.
(Mar de Homens, Roberto Linsker)

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Dia 2 de Fevereiro, Dia de Festa no Mar

 
Recebe essa flor
Mãe de todo amor
Ó digna, digna Maria
Faze que no céu
Possamos sem véu
Te contemplar algum dia
Cantar com alegria
O teu amor
O teu amor
Em celeste harmonia.

(Maria Bethânia, Oferta de Flores)

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Brenda: foi por um triz!

Amigas e amigos,

Foi por um triz. Na sexta-feira, Brenda Namigadde estava com assento confirmado no vôo de 21h20 para Uganda, bilhete fornecido por oficiais de fronteira do Reino Unido. Até que, aos 45 minutos do segundo tempo, foi expedida uma liminar suspendendo sua deportação, e Brenda foi retirada do avião minutos antes da decolagem.

Há uma semana, o caso de Brenda era virtualmente desconhecido, e era certa a sua deportação para Uganda, onde o querido ativista pelos direitos LGBT David Kato foi brutalmente assassinado na última quarta-feira. Mas graças a você e mais de 60 mil outras pessoas que enviaram cartas, marcharam pelas ruas de Londres e compartilharam a história de Brenda, nós construímos um apelo internacional que fez barulho demais para que a Secretária do Interior da Inglaterra Theresa May e outras autoridades daquele país pudessem ignorar.

É uma história incrível, mas ainda não acabou…

Na próxima quarta-feira, dia 2 de fevereiro, o pedido de exílio de Brenda será revisado – a corte decidirá de uma vez por todas se aprova ou nega autorização para que possa viver aberta e livremente na Inglaterra. A situação parece positiva, com muitas pessoas levantando a voz em seu apoio. Mas até quarta-feira nós precisamos manter a pressão sobre Theresa May e o governo inglês para que cumpram a promessa de priorizar pedidos de exílio de pessoas LGBT.

À medida que a história de Brenda vai se desdobrando, notícias alarmantes surgem a respeito de como os casos de exílio LGBT são processados de maneira aleatória e às vezes francamente ofensiva. O motivo alegado pelo juiz para que o pedido de Brenda fosse negado, por exemplo, é que ele achou estranho o fato de Brenda não ler ou possuir “revistas gays”. Quanto mais cavamos, mais claro vai ficando que o sistema de proteção de pessoas sob perseguição está terrivelmente cheio de falhas e exige a nossa atenção.

Vamos mantê-lo/a atualizado/a durante a semana, conforme formos tendo notícias de Brenda e de outras pessoas como ela, cuja coragem nos inspira. Agradecemos a vocês, e continuem em sintonia!

PS – Se você ainda não fez isso, por favor espalhe a história de Brenda pelo mundo afora:
http://www.allout.org/brenda/taf

Tradução Jandira Queiroz.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Pare o Estupro Corretivo!

AFRICA DO SUL: PARE O "ESTUPRO CORRETIVO"!

O "estupro corretivo", uma prática horrenda de estuprar lésbicas para "curar" a sua sexualidade, se tornou uma crise na África do Sul.

Millicent Gaika (foto acima) foi atada, estrangulada e estuprada repetidamente durante um ataque no ano passado. Ativistas sul-africanas corajosas estão arriscando as suas vidas para garantir que o caso da Millicent desperte mudanças. O seu apelo para o Ministro da Justiça repercutiu tanto que conquistou 140.000 assinaturas, forçando o ministro a responder ao caso em rede nacional.

Se muitos de nós aderirem, conseguiremos amplificar esta campanha, ajudando a conquistar ações governamentais urgentes para acabar com o "estupro corretivo". Vamos exigir que o Presidente Zuma e o Ministro da Justiça condenem publicamente o "estupro corretivo", criminalizem crimes de preconceito e liderem uma guinada crucial contra o estupro e homofobia no país.

Assine a petição agora e divulgue: http://migre.me/3L7d6

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Um minuto por Brenda

Tradução do Site

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O LINK PARA ASSINAR É http://www.allout.org/en/brenda

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Brenda Namigadde, uma lésbica nascida em Uganda que atualmente encontra-se no Reino Unido, está por ser enviada de volta a uma vida de ameaças e perseguições em seu país (deportada) AINDA ESTA SEMANA. Com o político Ugandês e autor da notória legislação conhecida como “Matem Gays” demonstrando interesse pelo seu caso, Brenda está sob sério risco se for forçada a voltar para Uganda.

Você vai assinar esta carta urgente pressionando a Ministra do Interior do Reino Unido, Theresa May, para interromper a deportação de Brenda?

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Para: Ministra do Interior Theresa May
 
Subject: Interrompa o processo de deportação de Brenda Namigadde

Hon. Theresa May, MP
House of Commons
London
SW1A 0AA
Tel: 020 7219 5206
Fax: 020 7219 1145 
mayt@parliament.uk

Prezada Senhora Secretária de Estado Theresa May,

Por favor, interrompa o processo em curso de deportação de Brenda Namigadde (caso nr. 1166867), uma lésbica cidadã de Uganda, cuja remoção está marcada para esta sexta-feira, 28 de janeiro. Brenda saiu de Uganda há oito anos porque estava sendo perseguida em razão de sua sexualidade, se for forçada a retornar ao seu país, Brenda teme que será “torturada ou morta... lá eles já mandaram pessoas como eu para a morte antes”. O fato de que um parlamentar de Uganda, que é violento e abertamente anti-gay, já tomou conhecimento do caso de Brenda significa que ela claramente enfrentará perigos de morte se voltar ao país.

No ultimo mês de Julho a V.Sa. declarou à imprensa que “já prometemos interromper a remoção de pessoas que buscam asilo porque tiveram que deixar seus países motivadas porque sua orientação sexual ou identidade de gênero as coloca em comprovada situação de risco de prisão, tortura ou execução”. Por favor, use todos os poderes de que dispõe para agir contra a deportação de Brenda.
Agradeço,
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BRENDA, FOI POR UM TRIZ:
http://migre.me/3NdvQ

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

A disciplina da Senda não pode ser aprendida em livros; só a experiência nos traz a realização. Aceitemos, pois, nosso carma como nossa primeira iniciação. Lutemos por adquirir o dominío de nós mesmo em qualquer circustância, o que nos proporcionará uma grande serenidade em todas as condições que nos apresentem. Tem que se suportar o que nao se pode remediar. O Adepto é um ser humano de serenidade imperturbável, porque se domina completamente. Devemos adquirir o completo dominio do Reino Astral das Emoções, porque uma vez que o tenhamos conseguido, teremos a chave do Mundo Astral na mão, pronta para ser empregada quando o Iniciador nos leva ao seu umbral.

De Outro lado, é nosso dever iniludível, como cavaleiros e cruzados de Deus, resistir a todas as injustiças e impor a lei da harmonia em qualquer lugar onde Deus nos colocar. "Qualquer coisa que tua mão encontre para fazer, faze-a com toda a tua força." O que pode ser remediado não há porque suportá-lo se o valor e engenho humano encontrarem a forma de fazê-lo.

Não devemos permanecer boquiabertos, sentados, acabrunhados sob o peso de um mal remediável, nem queixar-nos continuamente de um mal irremediavel. Devemos aceitar voluntariamente e alegremente as coisas, ou repeli-las valente e decididamente.
[...]

(In Preparação e Trabalho do Iniciado, Dion Fortune)

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Irã condena dois gays à morte por apedrejamento

por Graça Magalhães-Ruether, correspondente

BERLIM - Mesmo que Sakineh Mohammadi Ashtiani seja poupada da pena de morte, a Justiça do Irã continua sendo implacável na punição dos crimes contra a lei islâmica. Os jovens Ayub, de 20 anos, e Mosleh, de 21, que vivem na cidade de Piranshahr, na parte curda do Irã, foram acusados de homossexualismo e condenados à morte por apedrejamento. A execução da sentença está marcada para a próxima sexta-feira, dia 21.

O Comitê contra o Apedrejamento iniciou no último domingo uma campanha para salvar a vida dos dois jovens, que filmaram com os seus celulares cenas homossexuais, nas quais aparecia uma foto do presidente Mahmoud Ahmadinejad e do líder religioso Ali Khamenei.

Segundo Mina Ahadi, diretora do comitê, a reação do regime à campanha pela libertação de Sakineh mostra que a pressão tem efeito. Por outro lado, os representantes da linha-dura do regime querem mostrar ao mundo que não vão atenuar a Sharia, a lei islâmica, por influência do Ocidente. A estratégia do governo estaria resultando numa "farra de execuções", como denuncia a organização Campanha Internacional pelos Direitos Humanos no Irã ( ICHR).

Desde o início do ano, o governo iraniano já executou 47 pessoas, numa média de um condenado enforcado a cada oito horas. Segundo a ICHR, o Irã executa mais pessoas per capita do que qualquer outro país, e perde em números absolutos apenas para a China: no ano passado, Teerã ordenou a morte de ao menos 179, e de outras 388 em 2009. O grupo, baseado em Nova York, disse que os números podem ser ainda maiores, já que nem todas as execuções são públicas.

Há milhares de pessoas condenadas à morte no país, inclusive uma adolescente de 16 anos, considerada culpada por homicídio, segundo revela a agência de direitos humanos HRANA. Hadi Ghaemi, diretor-executivo do ICHRI, denuncia ainda a forma como os processos são julgados no país.

- Há muitas questões sobre os procedimentos legais, as acusações contra as pessoas executadas, e até mesmo a identidade dessas pessoas. Há preocupações muito sérias sobre abusos no Judiciário cometidos por forças de segurança e inteligência, de forma a implantarem suas agendas por meio de execuções em larga escala.

A organização acredita ainda que o Irã deflagrou campanha contra membros da minoria curda. Segundo a ICHRI, ao menos 14 ativistas curdos estão no corredor da morte.

O GLOBO

http://migre.me/3K8G9

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Dionisio, deus dos fluidos


DIONISIO, deus dos fluidos, governa uma tenebrosa terra de ninguém de matéria semi transformada em liquido. Neumann observa a ligação lingüistica em alemão entre Mutter, mãe; Moder, brejo; Moor, paul; Marsch, pântano: e Meer, mar. Um miasma ctônico paira sobre a mulher, como a nuvem poluída que despejava pestilência sobre a Tebas de Edipo. O miasma e o destino procriativo da mulher, ligando-a ao primevo. [...] Dioniso, endossando a mulher, também a mantém no pântano ctonico. Sartre fala do mucoso ou viscoso, le visqueux, uma substancia entre dois estados, um lugar úmido e feminino, um liquido visto num pesadelo. O visgo de Sartre e o pântano de Dioniso, o lodo carnal da matriz gerativa. Nao há visão porque nao há olhos. A tocha solar de Apolo esta apagada; o âmago da criação e cego. No mundo útero feminino, nao há objetos nem arte. Dioniso e a totalidade que tudo abarca do culto da mãe. Nada lhe causa nojo, ja que contem tudo o que existe. 0 nojo e uma reação apolinea, um julgamento estético. Nojo sempre indica um certo desalinhamento, ou desvio, em relação ao maternal. (Camile Paglia - Personas Sexuais)

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Gay torturado e assassinado em Minas

Grupo é preso depois de torturar e matar jovem em Muriaé

por Fernando Costa

Um grupo de quatro jovens foi detido nessa terça-feira (11) suspeitos de torturar e matar um rapaz de 18 anos em Muriaé, na Zona da Mata mineira. De acordo com a Polícia Militar, na madrugada dessa terça a corporação recebeu várias denúncias de que um corpo com sinais de violência estava caído nas proximidades de um local conhecido como Ponte da Coruja, na zona rural do município.

Ao chegarem ao local, os militares encontraram o corpo da vítima, que tinha a cabeça parcialmente separada do pescoço, além de queimaduras no peito, mão esquerda e no órgão genital.

Durante a ocorrência, os policiais entraram em contato com o namorado da vítima, que contou que a última pessoa a conversar com o jovem teria sido um primo dele. Procurado pela polícia, o familiar da vítima confessou que foi induzido pelos autores do crime a levar o rapaz até o local do homicídio.

Na sequência, o primo da vítima, que é menor de idade, delatou os outros suspeitos. O grupo foi detido e levado à Polícia Civil, mas não revelou a motivação do crime.

FONTE: http://www.otempo.com.br/noticias/ultimas/?IdNoticia=107269

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Contra taxa, bruxas romenas amaldiçoam governo do país

MATTHEW WEAVER
DO "GUARDIAN"

Tradução de PAULO MIGLIACCI

As bruxas da Romênia lançaram nesta quinta-feira um feitiço sobre os governantes do país devido a novas regras que as forçariam a pagar impostos pela primeira vez.
Seu caldeirão continha excrementos de gatos e cachorros mortos em lugar de olhos de salamandra e pés de sapo.

O objetivo era amaldiçoar o presidente Traian Basescu e seu governo após a adoção de um novo regime tributário para enfrentar a recessão.

Bruxas do leste e do oeste do país se reuniram nas planícies do sul e nas margens do Danúbio para protestar.

Doze bruxas jogaram a venenosa planta mandrágora no rio, "para que males lhes sobrevenham", disse a bruxa Alisia à Associated Press.

A maldição não está sendo encarada com leveza em um país onde a superstição tem tradição. Sabe-se que Basescu e alguns assessores usam roupas púrpuras em certos dias para evitar mau olhado.

A nova lei é parte de uma campanha do governo para arrecadar mais e reprimir a sonegação de impostos. Forçará pessoas como bruxas, astrólogos e adivinhos a registrar suas profissões, sujeitando-as ao imposto de 16% pago pelos demais profissionais autônomos.

Há quem diga que a lei será difícil de aplicar, pois pagamentos a bruxas são em geral feitos em dinheiro e têm valores baixos, cerca de 20 a 30 leus (entre R$ 10 e R$ 20).

A bruxaria é tolerada pela Igreja Ortodoxa romena. O ditador Nicolae Ceausescu e sua mulher Elena tinham até uma bruxa pessoal.

Mircea Geoana, que perdeu a corrida presidencial para Basescu em 2009, foi mal durante um debate crucial e sua equipe culpou os ataques de "energia negativa" dos assessores do rival.

O assessor de Geoana Viorel Hrebenciuc alegou que havia uma conspiração de "chama violeta" durante a campanha, dizendo que Basescu e outros assessores usavam roxo para aumentar suas chances de vitória.

Eles continuam usando roupas roxas, já que a cor alegadamente torna quem a usa superior e a protege do mal.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Ministras do governo Dilma

Por José Eustáquio Diniz Alves

Existe uma lei de cotas que obriga os partidos a preencher um mínimo de 30% das vagas das listas eleitorais para candidaturas do sexo menos representado no Poder Legislativo - historicamente o feminino. Esta lei nunca foi cumprida e o Brasil continua no bloco da lanterninha do ranking mundial de participação feminina na Câmara de Deputados.

Não existe nenhuma lei obrigando os/as chefes/as dos poderes executivos estaduais e nacional a nomear 30% dos cargos de ministros/as e secretários/as estaduais. Porém, a presidente eleita Dilma Rousseff disse que gostaria de ter um gabinete com 30% de mulheres. Portanto, mesmo sem uma obrigação legal a vontade política poderia garantir espaço às mulheres. Como diria Vandré, “Quem sabe faz a hora, não espera acontecer”.

Porém, a vontade de Dilma não foi suficiente para indicar 11 mulheres. A pressão dos partidos para indicar lideranças partidárias (quase sempre homens) reduziu o espaço potencial das mulheres.

Nota-se que, das 9 ministras indicadas, 6 são do PT e 3 não possuem filiação partidária. Ou seja, com exceção do PT, os partidos coligados não indicaram mulheres. Estas 9 ministras, em um ministério de 37 vagas, representam um espaço de 24% para as mulheres. O que é pouco e ficou abaixo da expectativa.

A primeira mulher ministra do Brasil foi Esther Ferraz (ministra da Educação entre 1982 e 1985, durante o governo do general João Figueiredo). Nos governos seguintes a participação feminina no primeiro escalão foi mínima (variando entre uma e duas). No governo Lula o número máximo de mulheres no ministério chegou a 5 ministras, o que não alcançou o percentual de 15% do total dos cargos do primeiro escalão.

Assim, as 9 ministras do governo Dilma representam um avanço em termos de equidade entre homens e mulheres no topo da hierarquia do Poder Executivo. Mas este avanço não chegou aos 30% e tem que ser encarado como um primeiro passo rumo à paridade de gênero nos espaços de poder, pois no ranking mundial, em 2010, existiam cerca de 30 países com taxas acima de 30% de mulheres em posições ministeriais. A meta de gênero estabelecida em todo o mundo é a paridade (50/50) entre homens e mulheres na divisão compartilhada da alta administração pública e privada.

Porém, ainda poderia haver avanços se os governadores garantissem espaços para as mulheres. Atualmente, a participação feminina nas secretarias estaduais e municipais é muito baixa e uma meta de 30% pode ser um caminho para se atingir a paridade de gênero.

Finlândia, Noruega e Suíça são exemplos de países que possuem maioria de mulheres no primeiro escalão do governo. Michelle Bachelet, do Chile, José Luis Rodríguez Zapatero, da Espanha e Evo Morales, da Bolívia, são exemplos de dirigentes que adotaram a fórmula do “gabinete paritário”.

As mulheres são mais de 50% da população brasileira, possuem em média maior escolaridade do que os homens, vivem por mais tempo, são maioria na população economicamente ativa com mais de 11 anos de estudo, são também maioria dos beneficiários da Previdência Social (aposentados + pensionistas) e trabalham mais horas por dia quando se somam o trabalho remunerado e o trabalho doméstico não remunerado.

Neste sentido, a baixa participação feminina nos cargos de direção (no setor público e no setor privado) não faz juz à contribuição social das mulheres na sociedade.

O eleitorado brasileiro reconheceu a força feminina ao garantir 2/3 dos votos para as duas candidatas mulheres no primeiro turno (Dilma Rousseff com 47,7 milhões de votos e Marina Silva com 19,6 milhões) e eleger a primeira presidenta do Brasil com 55,8 milhões de votos (56% dos votos válidos) no segundo turno.

Eleger uma mulher para a Presidência foi um passo na escalada social das mulheres. Trinta por cento de mulheres no ministério foi outro passo. Mas diversas outras ações precisam ser dadas para garantir espaço feminino equitativo no topo da hierarquia dos cargos públicos e privados. A democracia e o desenvolvimento econômico (sustentável) não podem prescindir da presença feminina nos postos de direção. As nações prosperam quando usam o talento de todos os seus cidadãos e cidadãs.

A inclusão social das mulheres não é um jogo de soma zero. Ao contrário, a energia feminina provoca uma sinergia positiva para ambos os sexos. Quando a mulher possui liberdade para efetivar seus direitos, realizar suas capacidades, manifestar sua liderança e exercer sua autonomia cultural e econômica, toda a sociedade sai ganhando.

FONTE: Agência Patrícia Galvão - notícias e conteúdo sobre direitos das Mulheres.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Eu, etiqueta.

Em minha calça está grudado um nome

Que não é meu de batismo ou de cartório

Um nome... estranho

Meu blusão traz lembrete de bebida

Que jamais pus na boca, nessa vida,

Em minha camiseta, a marca de cigarro

Que não fumo, até hoje não fumei.

Minhas meias falam de produtos

Que nunca experimentei

Mas são comunicados a meus pés.

Meu tênis é proclama colorido

De alguma coisa não provada

Por este provador de longa idade.

Meu lenço, meu relógio, meu chaveiro,

Minha gravata e cinto e escova e pente,

Meu copo, minha xícara,

Minha toalha de banho e sabonete,

Meu isso, meu aquilo.

Desde a cabeça ao bico dos sapatos,

São mensagens,

Letras falantes,

Gritos visuais,

Ordens de uso, abuso, reincidências.

Costume, hábito, premência,

Indispensabilidade,

E fazem de mim homem-anúncio itinerante,

Escravo da matéria anunciada.

Estou, estou na moda.

É duro andar na moda, ainda que a moda

Seja negar minha identidade,

Trocá-lo por mil, açambarcando

Todas as marcas registradas,

Todos os logotipos do mercado.

Com que inocência demito-me de ser

Eu que antes era e me sabia

Tão diverso de outros, tão mim mesmo,

Ser pensante sentinte e solitário

Com outros seres diversos e conscientes

De sua humana, invencível condição.

Agora sou anúncio

Ora vulgar ora bizarro.

Em língua nacional ou em qualquer língua

(Qualquer, principalmente.)

E nisto me comprazo, tiro glória

De minha anulação.

Não sou - vê lá - anúncio contratado.

Eu é que mimosamente pago

Para anunciar, para vender

Em bares festas praias pérgulas piscinas,

E bem à vista exibo esta etiqueta

Global no corpo que desiste

De ser veste e sandália de uma essência

Tão viva, independente,

Que moda ou suborno algum a compromete.

Onde terei jogado fora

meu gosto e capacidade de escolher,

Minhas idiossincrasias tão pessoais,

Tão minhas que no rosto se espelhavam

E cada gesto, cada olhar,

Cada vinco da roupa

Sou gravado de forma universal,

Saio da estamparia, não de casa,

Da vitrine me tiram, recolocam,

Objeto pulsante mas objeto

Que se oferece como signo de outros

Objetos estáticos, tarifados.

Por me ostentar assim, tão orgulhoso

De ser não eu, mar artigo industrial,

Peço que meu nome retifiquem.

Já não me convém o título de homem.

Meu nome noco é Coisa.

Eu sou a Coisa, coisamente.

(Carlos Drummond de Andrade)

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

WenDo: auto-defesa feminina

WenDo é uma prática de auto-defesa que surgiu no Canadá entre as décadas de 60 e 70, por meio de mulheres de uma família que praticavam vários tipos de artes marciais. Ao ficarem sabendo que sua vizinha havia sido espancada e estuprada dentro de sua casa, vindo a morrer por conseqüência das agressões, elas decidiram organizar um programa que reunisse técnicas fáceis para que as mulheres pudessem usar para se defender de forma efetiva e sem necessidade de muita força ou condicionamento físico.

Assim como o movimento feminista, o WenDo foi se transformando ao longo do tempo e mantém-se em contínua construção. Não se trata somente de um conjunto de técnicas para que as mulheres possam se defender de uma possível agressão. O WenDo é uma prática que permite que as mulheres reflitam sobre a violência de gênero e, assim, aprendam a se prevenir e a se defender. É um espaço de fortalecimento e empoderamento das mulheres.

O WenDo se tornou referência para o movimento feminista do Canadá e da Europa e vem sendo amplamente difundida em outras partes do mundo. Na América Latina já existem grupos de referência na Argentina e no Brasil, promovendo oficinas e discussões sobrea questão da violência contra a mulher.

FONTE: http://wendosp.org/

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Homens Trans - Transformações Corporais

No outro post sobre transexualidade masculina, surgiram perguntas sobre o "processo de transformação" FTM (Female to Male), achei um texto muito interessante no blog "Sou transhomem... e daí?" e resolvi postar. Aí vai:

Os transhomens querem ser reconhecidos como pertencentes ao gênero masculino. Para tanto, precisam recorrer a diversas transformações para ter este reconhecimento. Uma delas é a transformação vestimentária, ou seja, se vestir como os outros homens (ou como a sociedade ACHA que os homens devem se vestir!).

Outras transformações neste processo são o uso de hormônios masculinos e as chamadas "cirurgias de mudança de sexo". Estas cirurgias também são chamadas de cirurgia redesignação sexual (CRS), cirurgia de transgenitalização, cirurgia de redesignação de gênero, cirurgia de reconstrução sexua lou genital e, ainda, de cirurgia de confirmação de gênero. Seja lá o nome que dão a essas cirurgias, muitos transhomens têm o desejo de se submeter a elas, se não a todas, pelos algumas, como a mastectomia, que é a retirada dos seios.

No Brasil, este processo de mudança de gênero é chamado de "processo transgenitalizador" e é regulado pela portaria 1707 de 18 de agosto de 2008. Isso significa que todo o transexual deve passar por uma avaliação médica, psiquiátrica e psicológica para ser "diagnosticado" como um transexual e iniciar o "tratamento"! Isto porque a transexualidade é entendida pela classe médica como uma doença que precisa de tratamento, tendo em vista que a transexualidade foi incluída no Diagnostic and Statistical Manual of Disorders III ( DSM ) (Manual Diagnóstico e Estatístico das Doenças Mentais), em 1987, como uma doença mental, e em 2001, a "doença" chamada "transexualismo" passou a ser chamada de "Transtorno de Identidade de Gênero" (DSM IV). Além disso, a transexualidade também aparece como uma doença no CID-10 (Classificação Internacional de Doenças) da Organização Mundial da Saúde (OMS).

As questões que se colocam são: por que ainda hoje os transexuais são considerados doentes? Por que não podem dispor de seu próprio corpo como bem entendem? Qual a dificuldade em aceitar todas as transversalidades de gênero? Neste sentido, é bom lembrar que existe uma importante campanha internacional chamada Stop Trans Pathologization-2012 que exige a retirada da transexualidade do DSM e do CID na sua proxima revisão, que acontecerá em 2012.

De qualquer modo, apresentamos algumas possibilidades de transformações corporais para os transhomens, mesmo que tenham de se submeter às exigências médicas!!!

Transformações Corporais

Coletes compressores

Os coletes compressores ajudam a esconder os seios, comprimindo-os e escondendo as suas curvas sob a roupa.

Hormonios

As modificações corporais do transexual masculino também podem ser efetivadas através do uso de hormônios. Neste caso, o hormônio indicado é a testosterona. As formas de administração são injeções, gel, pílulas e implantes sobre a pele, sendo a adminstração injetável a mais comum. A testosterona altera a voz, que deve ficar mais grave, há maior produção de pelos élo corpo, o clitóris aumenta entre três a quatro centímetros, a menstruação cessa, há um aumento da libido, o metabolismo se acelera; a pele fica mais áspera, a distribuição da gordura pelo corpo se torna mais uniforme, se concentrando mais na região do abdômem, e há aumento de massa muscular.

Mastectomia

Na remoção ou redução dos seios (também chamada de mamoplastia redutora) é feita uma incisão ao redor do mamilo ou abaixo do seio e remove a maioria dos tecidos e gordura sob a pele. A retirada dos seios é freqüentemente o único procedimento que os transhomens se submetem.

Histerectomia

Histerectomia é a cirurgia realizada para remover o útero. Nesta mesma cirurgia podem ser retirados os ovários e as trompas (ooforectomia).

Ooferectomia

Ooforectomia é a cirurgia para retirada dos ovários.

Faloplastia

Faloplastia ou neofaloplastia envolve a construção de um pênis a partir da pele do antebraço interno (lado não dominante) e tecido vaginal e anexá-lo à área vaginal.

Metoidioplastia

É uma alternativa à faloplatia para transhomens. Com os efeitos da tomada de hormônios masculinos, como a testosterona, o clitóris cresce com o tempo até atingir um tamanho médio de 4-5 cm. Em uma metoidioplastia o clítoris já grande é "solto" de sua posição original e movido à frente para uma posição que lembra mais a de um pênis.

Próteses

As próteses penianas também fazem parte das transformações corporais dos transhomens, seja para "fazer volume", seja para usar como um acessório nas relações sexuais.Tem um link que ensina você a fazer uma prótese em casa! Eis o link do "Dj. Knows Dick": djknowsdicks.com/freebie.html

Pra quem quer ler mais sobre o assunto, segue o link do blog:
http://soutranshomemedai.webnode.com/

E um outro tambem muito bom:
http://transhomembrasil.blogspot.com/