quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Toda Mulher tem seu lado Lilith

Lilith é uma deusa do céu sumério-acadiana – “Lil” significava “ar” ou “tormenta” – que após o cativeiro judeu na Mesopotâmia, passou a ser retratada no Livro Sagrado judaico como um espírito noturno feminino, que dava a luz a demônios. Foi a primeira mulher de Adão, à quem não quis se subjugar e à quem muito enfurecida abandonou: "Porque teria que ficar debaixo de ti quando sou tua igual, já que ambos fomos criados do barro?". A partir daí é relatada como um espírito perverso, que oprime homens e estrangula bebês.

Lilith desobedece à supremacia de Adão, e também Eva – segunda esposa de Adão, vinda de parte do seu corpo – assumindo seu arquétipo Lilith, desobedeceria à proibição. Lilith, nada mais é, do que o lado sombrio de Eva, daí o porque das qualidades terríveis que são atribuídas a ela. Todo mal que lhe é atribuído está em sua desobediência, ao seu "não" a submissão.

Por sua rebeldia à condição imposta por Yahvé, a condição de inferior a Adão, Lilith foi considerada como um arquétipo de libertação e revolta, e até hoje permanece como símbolo de rebelião à repressão do feminino na psique da sociedade. Lilith é o arquétipo da mulher indomada, que luta apaixonadamente pelo poder pessoal. Suas características são o destemor, a força, o entusiasmo e o individualismo.

“Na sua psique instintiva, a mulher tem o poder, quando provocada, de se enfurecer com consciência – e isso realmente é algo poderoso. A raiva é um dos meios inatos de que ela dispõe para começar a criar e a manter o equilíbrio que necessita, tudo o que ela realmente ama. É seu direito e, em certas horas e sob certas circunstâncias, é seu dever moral”.

“Para as mulheres isso significa que existe a hora para mostrar os dentes, para mostrar a poderosa capacidade de defender o seu território, para dizer “até aqui nem mais um passo, não passe a responsabilidade adiante, não se intrometa, tenho uma coisa a dizer, tudo isso vai decididamente mudar”.”
(em Mulheres que Correm com os Lobos, de Clarissa Pinkola Estes)

A MULHER PRECISA DE GRITAR A SUA FÚRIA PARA SE LIBERTAR DAS GRADES "MORAIS", SOCIAIS E RELIGIOSAS DO PATRIARCADO.

Um comentário:

A vida é feita de momentos disse...

A toda mulher não basta possuir o lado lilith é preciso conhece-lo, entende-lo, ama-lo e saber usa-lo. Só assim, a mulher pode considerar-se mulher, pois de outra forma torna-se apenas mais uma costela.